Estação 1

Estação 1 - Queimadas em São Paulo e as influências nos ciclos da matéria (aula 9)

 

O que são queimadas? Quais são as principais causas?

Queimadas são incêndios intencionais ou acidentais que ocorrem em áreas de vegetação, como florestas, campos ou pastagens. Do ponto de vista químico, ocorre a combustão de biomassa, que produz primariamente água e dióxido de carbono (CO2), de acordo com a seguinte reação química: 

(matéria orgânica) + O2(g) → CO2(g) + H2O(g)

Secundariamente, produz monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOₓ), partículas em suspensão, compostos orgânicos voláteis (COVs) e metano (CH₄).

Esses processos podem ocorrer por fontes naturais ou por ações humanas:

Fontes naturais: causada por raios (descargas elétricas), vulcões. 

Ações humanas: limpeza promovida por agricultores, acidentes por descartes de bitucas de cigarro, queima de lixo, quedas de balão e até mesmo de forma criminosa.

 

Qual é a dimensão desse problema? 

Até julho de 2024, uma área de aproximadamente 113.677 km2 havia sido consumida pelo fogo.

Em termos de comparação, dados do INPE apontam que, em 2022, a área queimada em todo o Brasil foi de aproximadamente 250.707 km2.

A cidade e o estado de São Paulo têm respectivamente áreas de aproximadamente 1.521 km² e 248.219 km². Isso significa que, em 2022, foi queimada uma área que, somada, corresponde a aproximadamente 165 cidades de São Paulo ou a 1 estado de São Paulo.

 

As implicações das queimadas

Poluição e aquecimento global - Liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera.

Danos à fauna e flora - Destruição de ecossistemas.

Danos aos seres humanos - Ameaças à saúde humana, aumentando problemas respiratórios.

Consequências para comunidades - Desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra.

 

Quais são as principais medidas preventivas ao incêndio ambiental? 

Fique atento!

– Nunca atire cigarros ou fósforos acesos às margens de rodovias.

– Não solte balões. Soltar balões é crime ambiental.

– Nunca queime seu lixo e evite acender fogueiras perto de matas e em dias de vento.

– Em áreas agrícolas, a queimada deve ser realizada apenas com autorização prévia da CETESB, seguindo medidas rigorosas para evitar acidentes.

– Ao avistar um incêndio próximo de rodovias, contate imediatamente o telefone 0800 da empresa concessionária.

É preciso sempre aprender e ensinar sobre as causas, as consequências e as formas de evitar os incêndios florestais. É preciso sempre alertar e orientar todas as pessoas, adultas ou crianças, seja nas áreas rurais ou na cidade. 

 

Efeitos regionais e globais das emissões provenientes de queimadas

Formação de ozônio troposférico e de aerossóis: a presença de radiação solar e de NOx durante as queimadas leva à formação de ozônio e de aerossóis, afetando a qualidade do ar.
Distribuição espacial de fumaça: as partículas de aerossol emitidas durante as queimadas formam uma espessa camada de fumaça sobre vastas regiões, afetando grandes áreas, muito além das áreas de queimada concentrada.

Impactos no balanço radiativo: emissões de queimadas alteram o balanço radiativo, refletindo e absorvendo radiação solar, afetando indiretamente o ciclo hidrológico e a formação de nuvens em escala regional e global.

Alterações biogeoquímicas: o transporte de emissões pode causar alterações nos ciclos biogeoquímicos e na dinâmica de nutrientes, impactando tanto as regiões emissoras quanto as receptoras. 

 

Efeitos das emissões provenientes de queimadas no equilíbrio climático e biogeoquímico

Contribuição dos gases: além do CO2, as emissões de metano (CH4) e de óxidos de nitrogênio (NOx) provenientes de queimadas aumentam o efeito estufa na atmosfera.

Impacto do metano: embora as emissões de metano sejam apenas 1% das de CO2, sua molécula tem um efeito radiativo 25 vezes maior, exacerbando o aquecimento global.

Desflorestamento e emissões líquidas: o desflorestamento prolongado impede a reincorporação do CO2 na vegetação, resultando em emissões líquidas para a atmosfera.

 

Possíveis soluções para diminuir o desmatamento

Políticas de conservação: implementação e fortalecimento de políticas eficazes de conservação ambiental, incluindo a criação e a ampliação de áreas protegidas e de reservas naturais.

Monitoramento por satélite: utilização de tecnologia de monitoramento por satélite para detectar e prevenir atividades ilegais de desmatamento, possibilitando ações rápidas de fiscalização.

Desenvolvimento sustentável: promoção de práticas agrícolas e florestais sustentáveis, incentivando o manejo responsável dos recursos naturais e a adoção de técnicas menos impactantes.

Regularização fundiária: aceleração do processo de regularização fundiária para evitar ocupações ilegais e promover a gestão responsável do território.

Educação ambiental: investimento em programas educacionais para conscientização sobre a importância da biodiversidade e dos ecossistemas, visando a mudanças comportamentais e à valorização da preservação.

Incentivos econômicos: estabelecimento de incentivos econômicos para proprietários de terras que adotem práticas sustentáveis, como pagamentos por serviços ambientais e créditos para atividades de reflorestamento.

Alternativas econômicas: investimento em alternativas econômicas para comunidades dependentes da exploração não sustentável, proporcionando oportunidades de geração de renda sem prejudicar o meio ambiente.